Dakar 2026: Etapa 2 - Pressão sobe no Dakar: Brabec e Schareina no encalço dos líderes
Rali Dakar subiu de ritmo na segunda etapa, com Ricky Brabec e Tosha Schareina a puxarem forte para manterem os líderes da geral a uma distância “atacável”.
A partir de Yanbu, os pilotos da Monster Energy Honda HRC seguiram para norte numa exigente tirada de 504 km, atravessando as escarpadas montanhas de Hejaz ao longo da orla oriental do Mar Vermelho, antes de terminarem no bivouac de AlUla.
A sair para a etapa em terceiro, Brabec tirou rapidamente partido de não estar a abrir pista, fazendo o melhor tempo no primeiro controlo. À medida que o traçado se abriu nas rápidas planícies arenosas da província de Medina, o norte-americano manteve um ritmo forte até ao fim. Apesar de ter registado o melhor tempo absoluto, as bonificações conquistadas por Daniel Sanders e Edgar Canet acabaram por o empurrar para o terceiro lugar do dia. A terminar a 1’46’’ do vencedor, Brabec mantém o 3.º lugar da geral, agora a 2’18’’ da liderança — uma margem que vai querer encurtar na etapa três, onde volta a haver bonificações em jogo.
Skyler Howes teve um dia bem melhor depois da queda na primeira etapa. Com a Honda CRF450 RALLY novamente a 100%, o americano aproveitou o terreno arenoso (onde se sente mais em casa) para garantir o 4.º lugar, a pouco mais de três minutos da vitória. Foi uma recuperação sólida e permitiu-lhe subir para 7.º da geral.
Depois de, em grande parte da etapa inaugural, ter andado sozinho, Tosha Schareina voltou a assinar uma exibição controlada e consistente. O vice-campeão do Dakar 2025 manteve o grupo da frente ao alcance nas zonas mais pedregosas e terminou 5.º na etapa. Está agora a pouco mais de dois minutos de Brabec e continua bem colocado na luta por um lugar provisório no pódio.
Adrien Van Beveren esperava uma jornada mais limpa depois de ter feito grande parte da etapa 1 sem travão dianteiro, mas voltou a ter azar ao embater numa árvore e cair. Ainda assim, o francês levou a sua Honda CRF450 RALLY danificada até ao fim e fechou o dia em 8.º, a quase nove minutos. Na geral, enfrenta agora um atraso de cerca de 14 minutos.
A etapa três promete ainda mais dureza, com um enorme percurso em laço de 736 km à volta de AlUla. As formações rochosas impressionantes da região vão dar um cenário de luxo, mas com a navegação a ser decisiva, a precisão vai ser essencial para não deixar fugir tempo precioso.
Ruben Faria (Director-Geral)
“Estamos agora em AlUla, depois de uma etapa muito pedregosa, e foi um dia em que não queríamos correr riscos. O Adrien caiu logo após o reabastecimento e perdeu algum tempo, mas não tem lesões, o que é bom, e amanhã pode voltar à moto.
O Tosha hoje não puxou tanto. Na primeira parte da etapa apanhou uma farpa de uma árvore no braço e isso causou um abcesso grande; na zona de reabastecimento o médico removeu-a e, depois disso, conseguiu fazer a segunda parte de forma muito mais limpa, terminando numa boa posição para amanhã. O Skyler perdeu algum tempo no início, mas depois acelerou bastante para garantir um excelente quarto lugar. Ele não quis arriscar muito hoje por ser uma etapa com muita pedra, mas o Ricky fez uma etapa forte e terminou onde queria, que era atrás do Daniel Sanders. Amanhã a etapa três é um laço a partir de AlUla e esta zona tem muitos canyons, o que pode tornar a navegação bastante complicada — vamos ver se é isso que acontece.”
Ricky Brabec (9) — Etapa: 3.º | Geral: 3.º
“Etapa dois fechada. Foi um dia longo, cheio de pedras, mas eu gosto das pedras, por isso espero que tenhamos mais dias assim. Infelizmente, não consegui forçar para agarrar algum tempo de bonificação, mas fiz o melhor que pude para me manter com os da frente. Espero que amanhã seja um bom dia para nós: manter consistência e continuar a avançar.”
Skyler Howes (10) — Etapa: 4.º | Geral: 7.º
“Hoje comecei um pouco devagar nas pedras, mas quando abriu e as velocidades subiram, senti-me mesmo bem — no meu elemento e feliz por trazer um resultado sólido na etapa. Estou muito satisfeito com o dia de hoje e ansioso pela etapa três.”
Adrien Van Beveren (42) — Etapa: 8.º | Geral: 9.º
“Não foi o melhor dia para mim. Senti-me bem no início e tentei puxar para entrar num bom ritmo nas pedras. Depois tive uma grande queda — não foi por causa de uma pedra, mas sim por causa de uma árvore — e fui projectado da moto. A partir daí tentei gerir a moto partida até à meta.”
Tosha Schareina (68) — Etapa: 5.º | Geral: 4.º
“Foi muito longo: 400 km de pedras, com um pouco de dunas no fim. Tentei encontrar um ritmo porque estava no meio do nada, sem ninguém atrás nem ninguém à frente. Acho que fizemos uma boa etapa e temos uma boa posição de partida para amanhã.”
Fonte: Monster Energy Honda HRC via Rally-Raid Network






